•Junho 29, 2008 •
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Escrevendo sem rumo, acabo me perdendo. Penso em um milhão de coisas, um turbilhão de pensamentos. Em vão, pois do nada, desaparecerão. Olhe a vida, ela é justa? Vai saber, quem sou eu pra dizer. Se todo o mundo fosse como eu gostaria, seria uma perdição.
Sensível em algumas horas e pervertido em outras. Escritor ousado só por palavras. Frente a frente te encaro nos olhos mas não te revelo as verdades que realmente tenho sobre o mundo.
Fingido? Longe disso. Olhe para si e olhe e para os outros. Você é igual a todos.
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•Junho 20, 2008 •
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Por todas as coisas que passei, agora só me resta esperança. Meu presente hoje já não é tão semi perfeito como antes. Sobre todas as irresponsabilidades que pratiquei, agora pago o preço. Não pago o preço com má vontade e sim o contrário, e com muito gosto. As vezes precisamos cair para então aprendermos a nos levantar. Hoje é o que se passa. Aprendendo a me levantar. Sob todas as conseqüências em que vivi, agora me isolo de tudo e de todos para que possa finalmente dar os primeiros passos sem a ajuda de ninguém.
Obrigado Deus por a cada dia me fortalecer e me dar ânimo. Agradeço aos amigos que estiveram ao meu lado a cada dia escutando meus desabafos, minhas vontades, minhas angústias e meu desespero.
Por todos os sentimentos em que vieram a minha cabeça, não posso desmerecê-los. Talvez tenha sido eles que me fizeram ter raiva o suficiente em olhar para a verdadeira besteira que passei por todo esse tempo e dizer com plena convicção: eu acredito em mim, eu posso mudar.
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•Junho 15, 2008 •
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Noite após noite deito-me e sem rumo viajo em pensamentos. Daonde surgem eu não sei, mas que são fantasias disso não há dúvidas. Mas que pensamentos mais loucos. Será uma necessidade que arrasta a humanidade? Por mais que não queira, sempre tem alguém que gostaria de ser reconhecido. Não que seja egoísmo ou egocentrismo, mas simplesmente uma necessidade involuntária.
Passam-se minutos e os pensamentos adormecem transformando-se em sonhos. Aventuras por demais e coisas sem sentido. Tenho asas e voo pelo céu. Olho a desgraça que há na terra e sem pensar duas vezes voo ao horizonte. Passo por cidades, mares, florestas e montanhas. Numa delas paro e medito. Longe de toda iniquidade que há lá em baixo percebo que aqui em cima é um paraíso. Mas o que isso quer dizer? Que tudo que acontece lá em baixo não é culpa minha? Então de quem poderia ser? A culpa nunca é de ninguém. Somos sempre vítimas
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•Junho 10, 2008 •
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O dia está chegando e mais uma vez sem nenhuma companhia. Em 2006 não houve chances de comemorar, passam-se 2 anos e ainda não consigo achar. Saudade bate mas não machuca como antes. Hoje eu digo que é apenas uma lembrança. O amor é um sentimento transitório caso você não dê o devido valor. O dia que tanto sonho contigo passar, novamente terei que esperar. Inquietude que não cala e ansiedade que propaga. Vem logo à mim.
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•Junho 4, 2008 •
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Doce sentimento que me ilumina. Doce sentimento que talvez possa não ser correspondido. Ele habita em todos e em tudo. Seja lá a quem ou o que for, todos carregam o amor.
Sentimento semovente que transforma. O verdadeiro amor é benévolo e jamais haverá de fazer o mal. O amor é benígno e paciente. Eu te espero hoje como te esperei ontem. Um dia tu irás aparecer, e então, poderei desfrutar do meu amor que criarei por você. Envolveria-lhe em meus braços e acariciaria teus lábios com os meus. Te revelarias segredos que são só meus. Eu te abraçaria junto ao meu amor que traz segurança e fidelidade. Eu chamo isso de felicidade.
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•Maio 28, 2008 •
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Como as pessoas são estranhas. Deparo-me com seres que não entendo. Me percebo em uma peça de teatro, aonde todos usam máscaras. Não enxergo o que verdadeiramente cada um é ou deixa de ser. Vendem a boa imagem de si mesmas, mas sabemos que nem sempre é o que parecem ser. São máscaras indecifráveis. Não vejo o que há dentro delas, o que se esconde por detrás.
Em certos dias deparo com pessoas em que percebo felicidade e vontade de amá-las, porém, pouco é o tempo que me é dado para fazer isto. Percebo que ainda há pessoas para se conhecer e se relacionar, pessoas que tem o mesmo objetivo que eu. E o que me intriga, é o do porque de se todos acreditam na mesma coisa, porque nem todos são amáveis conforme deveriam ser mediante a concepção que ambas as pessoas têm de entender a vida.
Parece que o relacionamento é como uma brincadeira de retirar pétalas de flores “bem me quer, mal me quer”. Horas me recebes bem, horas me expulsas como se me odiasse. Parece-me uma contradição. Eu só peço a Deus para que não seja algo pessoal, pois percebo que não sou o único, porém, só percebemos a gravidade do problema quando é conosco. Não entendo e pretendo não entender, apenas peço e deixo isto em mãos ao único ser que revogaria estes gestos.
Habita-me o espírito de alegria. Em comunhão eu tenho intimidade o suficiente para me declarar dependente. Choro de coração aberto para que eu mude e peço para que me transforme em algo benéfico, onde a maldade jamais me seduziria como hoje faz. Em dias de sol e em contato com a água eu deslizo sob ela e compartilho a aventura que desfruto da criação com quem eu futuramente amarei. Mas ao acabar, me chega o teatro que me confunde e me cega por instantes. Sem a visão eu novamente não vejo o que há dentro das máscaras. Esse teatro é o mundo.
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•Maio 22, 2008 •
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Mergulho em meu pensamento e sem saber a saída deste lugar, eu choro. Eu me submerjo em solidão, eu me submerjo em preocupação. Ninguém nunca me da uma mão. É como se amarrassem pesos de areia para cada vez mais afundar e dificultar meu livramento deste mar. É preciso se exilar, é preciso ignorar todo tipo de má índole. As palavras negativas que são ocasionalmentes ditas por pessoas próximas me magoam. Minhas lágrimas se misturam ao meio das águas que me cobrem e assim não aparentando a tristeza que sinto dentro de mim.
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•Maio 7, 2008 •
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Caminhemos juntos. Sei que me mantive bem distante, jamais o procurei por livre espontânea vontade. Sei que estou errado, afinal só procuramos quando sofremos. Mas apenas um toque, um simples toque, toca e marca. Eu sinto que me iludo em desigualdades sociais, em cosmovisões diferentes. Antes eu escrevia sem rumo e sem sentido e agora eu vejo que o tempo não foi perdido. Vejo que o que eu redigia era apenas uma metade. A outra agora encontrei e a ti posso escrever mediante o meu conhecer.
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•Abril 21, 2008 •
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Estamos em tempo de guerra!
Estamos em tempo de crescimento
em manhãs de amadurecimento e desenvolvimento.
Estamos necessitados e carenciados.
Ó mundo cruel!
Ó Deus!
Porque fizeste isso conosco?
Preciso de alguém aqui para me ajudar
sempre tenho dito.
Mas ora, eu tenho? Eu tenho amigos!
Amados amigos que estão comigo sempre que preciso.
Na minha infância eu tive diversos, mas hoje, só alguns.
Os alguns são preciosos, pois eles passaram e permaneceram.
Grande benção na minha vida, eu tenho amigos!
Nossa relação é desnuda, não há vestes escondendo partes.
Influência na minha vida, é uma direção que me faz seguir
sempre seguir meu coração e ser fiel à eles.
Eu vos amo acima de tudo
por vocês eu morreria, pois sem vocês, eu não viveria.
Hoje eu sonhei com vocês, como eu gostaria de sonhar sempre.
Felicidade! Tem coisa melhor?
Tempos nostalgicos que passam, graças a Deus!
Somos só nós
Somos um só
Como um cacho de uva
separados não somos nada
mas juntos somos um corpo!
Não me entenda, apenas me sinta
Pois o amor, não é visível aos olhos
Mas sim ao nosso coração
Te dou graças
Graças por tudo
Pelas alegrias e pelas tristezas
Pelas dificuldades e facilidades
Pelo amadurecimento e amigos
e por seu meu amigo de sempre
e sempre
Amém!
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•Abril 19, 2008 •
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Eu sempre quis ir embora. Gostaria de passar longas horas em lugares aonde não existisse pessoas. Aonde eu poderia me descontrair e relaxar, sem pensar sempre nas coisas da vida.
Andar calmamente na beira da água na praia, amaciando os pés através da areia batida de água salgada. Na brisa que ventaria sobre meu corpo à noite. Da calmaria que receberia desse momento. Esqueceria por alguns instantes todas as minhas alegrias como também as angústias. Apenas esvaziaria a minha mente, ocupando-a de nada e de nada gerar nada. Apreciando momentaneamente todo tipo de criação da natureza que seja magnífica. O nascer do sol que me iluminaria e me queimaria os olhos de tão forte que seria, a água batendo na altura das canelas criando um estar prazeroso e do vento batendo em seguida gerando um friozinho.
Como a vida é magnífica e eu não há percebo. Um momento a sós e me maravilharia com tudo que que vejo, sinto e ouço. Mas esses dias nunca chegam, apenas sonho e aprecio mentalmente de como seria deleitoso fazê-lo. São sonhos imprescindíveis nos dias de inquietudes e tristezas, pois se não, não haveria esperanças de um dia passar. Sentimento semovente que cria confusão dentro de mim. Eu só queria esquecer e olhar pros lados, mas não consigo.
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